Nacho Doce/Reuters
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Crise entre Argentina e Inglaterra por Malvinas é discutida com Patriota

Vice-premiê britânico, em visita ao País, disse ao chanceler brasileiro que quer 'baixar a temperatura'

LISANDRA PARAGUASSU, Agência Estado

21 de junho de 2011 | 20h25

BRASÍLIA - A retomada da crise entre Argentina e Inglaterra por conta da soberania das ilhas Malvinas foi um dos temas da conversa entre o ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota, e o vice-primeiro-ministro do Reino Unido, Nick Clegg nesta terça-feira, 21, em Brasília.

 

No dia em que a Argentina levou, mais uma vez, às Nações Unidas a sua reclamação sobre as ilhas, Clegg disse a Patriota que o Reino Unido quer "baixar a temperatura" dos discursos.

 

O assunto foi tocado brevemente no encontro entre os dois ministros. Com uma agenda extensa e muito atrasada, Clegg disse a Patriota que o tema seria mais bem conversado com o ministro da Defesa, Nelson Jobim, que fará visita a Londres em julho.

 

Escala barrada

 

O governo britânico ainda demonstra insatisfação com o fato de o Brasil ter barrado a escala no Rio de Janeiro de um navio de guerra com destino às ilhas, em janeiro.

 

"Eu enfatizei que nós queremos, o governo britânico, manter a temperatura da retórica o mais baixa possível. Isso não significa, de forma alguma, que não continuamos com nossa determinação de proteger a soberania das Malvinas", disse o vice-primeiro-ministro, ao sair de um rápido encontro com o vice-presidente Michel Temer.

 

Clegg disse que ambos os ministros reafirmaram o respeito por suas respectivas posições. "Vamos continuar a nos falar no espírito da cooperação mútua", afirmou.

 

O governo argentino apresentou hoje uma renovação na ONU da sua reclamação pela soberania pelas ilhas Malvinas. Recentemente, a temperatura esquentou entre Argentina e Inglaterra depois que o primeiro-ministro britânico, David Cameron, disse, no Parlamento, que a situação das Malvinas só será negociada quando a população local assim o desejar.

 

A presidente argentina, Cristina Kirchner, disse que as declarações de Cameron eram "expressões de mediocridade, quase estupidez".

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