Crise envolve sinagoga do século 18

PARA LEMBRAR

, O Estadao de S.Paulo

17 de março de 2010 | 00h00

A convocação do "dia de fúria" palestino teve como principal motivo a decisão israelense de reconstruir a sinagoga de Hurva, também conhecida como "templo da ruína", situada no bairro judaico da Cidade Velha de Jerusalém.

Erigida no início do século 18, a construção foi arrasada pela Jordânia na guerra árabe-israelense de 1948, deflagrada imediatamente após a criação de Israel. Apenas 19 anos depois, a sinagoga caiu em mãos israelenses, depois que a Jordânia foi rapidamente expulsa de Jerusalém Oriental na Guerra dos Seis Dias. No imaginário sionista, as ruínas de Hurva tornaram-se um símbolo da presença árabe em Jerusalém, além de um poderoso argumento contra a devolução da porção conquistada em 1967. O Parlamento israelense (Knesset) anexou definitivamente Jerusalém Oriental em 1980, reivindicando toda região como "capital indivisível". A sinagoga de Hurva fica perto da Esplanada das Mesquitas, um dos locais mais sagrados do Islã.

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