Crise fiscal empurrou moderado para a luta pela independência

Reflexivo e analítico, o governador catalão, Artur Mas, passou de um nacionalismo moderado a batalhar pela independência da Catalunha e a defender o que considera o direito de seu povo de decidir sobre sua relação com o restante da Espanha.

O Estado de S.Paulo

10 Novembro 2014 | 02h00

Em setembro de 2012, depois de um rotundo não do premiê Mariano Rajoy para aumentar a autonomia fiscal dessa rica região, muito atingida pela crise econômica europeia, o governador se somou à onda independentista que havia ficado patente com uma manifestação de massa em Barcelona.

Bom orador e mestre das metáforas, Mas prefere expressões como "transição nacional" ou "um novo Estado na Europa". Até dezembro, ele não confessou publicamente que apoiaria o voto pela secessão. Essa indefinição costuma provocar desconfiança em seus aliados, enquanto o restante da Espanha o acusa de beirar a sedição e de ser populista para se manter no poder.

Mas não parecia destinado à política. Diferentemente da maioria dos "catalanistas" de sua época, ele não lutou contra a ditadura franquista (1939-1975) e só se inscreveu no partido Convergência e União em 1987. De membro da Câmara Municipal de Barcelona, foi eleito para o governo da Catalunha em 2010. / AFP

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