Crise marca os 5 anos do pontificado de Bento XVI

O papa Bento XVI marcou o quinto ano de sua escolha para o cargo nesta segunda-feira sob a sombra dos abusos sexuais cometidos por padres que colocaram a Igreja Católica em sua mais séria crise dos últimos tempos. Bento XVI foi o anfitrião de um almoço no Vaticano com cerca de 60 cardeais, que o saudaram e aplaudiram.

AE-AP, Agência Estado

19 de abril de 2010 | 14h05

Sentado perto do pontífice no palácio apostólico estavam dois de seus conselheiros mais próximos, o cardeal Tarcisio Bertone, secretário de Estado do Vaticano, e o cardeal Angelo Sodano, reitor do Colégio dos Cardeais e um dos mais ardentes defensores do papa durante o escândalo.

O papa lidera a igreja "com grande generosidade" tendo em vista "as mudanças que o mundo moderno apresenta a cada discípulo de Cristo", disse Sodano em discurso para o pontífice, segundo a rádio Vaticano.

Bento XVI acabou de voltar de uma viagem de dois dias a Malta, onde reuniu-se em particular com vítimas de abusos. Como parte das comemorações do aniversário, a conferência de bispos italianos convidou os fiéis nas igrejas de toda a Itália a rezar por Bento XVI. A conferência também convidou os fiéis a se lembrarem em suas orações tanto "das vítimas de abusos sexuais quanto dos que se mancharam com tais crimes abomináveis".

Relatos de abusos de menores por padres se multiplicaram em toda a Europa, incluindo a terra natal do papa, a Alemanha. As próprias ações de Bento XVI com arcebispo de Munique e mais tarde como cardeal na chefia do setor que zela pela moral no Vaticano foram colocadas em questão. O Vaticano afirma que Bento XVI, que acabou de completar 83 anos, combateu os abusos sexuais tanto como pontífice como quando era um importante cardeal do Vaticano.

Em sua reunião com os homens de Malta que afirmaram ter sido abusados por padres, Bento XVI, em lágrimas, prometeu que a igreja fará todo o possível para proteger crianças e levar os padres criminosos à Justiça, informou o Vaticano.

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