Crise na Costa do Marfim persiste

O líder do Parlamento da Costa do Marfim, no oeste da África, Mamadou Coulibaly, acusou hoje a França de aliar-se aos rebeldes na guerra civil que ameaça recrudescer no país. ?A França coopera secretamente com os rebeldes. Desde o começo da crise temos a sensação e provas de que o presidente Jacques Chirac armou os rebeldes?, afirmou Coulibaly. Sábado, nove soldados franceses e um civil norte-americano foram mortos num ataque aéreo dos rebeldes ao Quartel General das forças de paz da ONU no norte do país. A França contra-atacou imediatamente, destruindo dois aviões de fabricação soviética que haviam sido utilizados no ataque. Chirac ordenou que 300 soldados se apresentem para serem enviados à Costa do Marfim. Também foram enviados três caças Mirage. O incidente causou uma escalada de hostilidade contra os cerca de 14 mil franceses que moram em Costa do Marfim. Em setembro de 2002 houve uma fracassada tentativa de derrubada do presidente Laurent Gbagbo. Em maio do ano passado os rebeldes assinaram uma trégua. Há poucos dias, no entanto, membros das forças rebeldes que faziam parte do governo, como previa o acordo, retiraram-se acusando o Exército da Costa do Marfim de planejar um ataque aos redutos sob controle deles.

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