Ronaldo Schemidt / Afp
Ronaldo Schemidt / Afp

Crise na Venezuela, refugiados e terrorismo disputam World Press Photo

Mais de 4.500 fotógrafos de 125 países enviaram 73.044 fotos para o mais importante prêmio do fotojornalismo internacional; imagem vencedora deve representar 'acontecimento de grande importância jornalística' do ano anterior

O Estado de S.Paulo

14 Fevereiro 2018 | 16h13

HAIA, HOLANDA - As imagens feitas em 2017 por seis fotógrafos retratando a crise dos refugiados rohingyas, a fuga dos moradores de Mossul, um ataque terrorista em Londres, uma tentativa fracassada de transformar uma jovem em menina-bomba na Nigéria e a onda de protestos na Venezuela estão entre as finalistas da categoria de melhor foto do ano do World Press Photo (veja abaixo), prêmio mais importante do fotojornalismo internacional.

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De acordo com a Fundação World Press Photo, o prêmio é oferecido ao fotógrafo que capturou com "criatividade e talento visual (...) uma imagem, ou acontecimento de grande importância jornalística produzido no ano passado". O vencedor será anunciado em 12 de abril.

Os finalistas são Ronaldo Schemidt, da AFP, que registrou o momento em que um manifestante venezuelano ateou fogo ao próprio corpo durante protesto em Caracas; Patrick Brown, da Panos Pictures, indicado por uma dura fotografia de corpos de refugiados rohingyas afogados; Adam Ferguson, do jornal The New York Times, com uma sombria imagem de uma das vítimas do Boko Haram; o fotógrafo da Reuters Toby Melville, com sua foto de uma pedestre ajudando uma mulher ferida, após o atentado na ponte de Westminster, em Londres; e Ivor Prickett, também da Panos Pictures, com duas imagens de Mossul.

Mais de 4.500 fotógrafos de 125 países enviaram 73.044 fotos, que foram selecionadas e avaliadas por um painel dirigido por Magdalena Herrera, diretora de fotografia da Geo France. Ao todo, 42 fotógrafos de 22 países foram indicados em cada uma das oito categorias em competição.

O vencedor da foto do ano do World Press Photo receberá € 10.000 euros (R$ 40.327) em dinheiro, além de material fotográfico. No ano passado, o prêmio foi para Burhan Ozbilici, da Associated Press, por sua impactante imagem de um policial turco no momento em matava o embaixador russo, a tiros, durante uma exposição em Ancara. / COM AFP

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