Crise no Haiti preocupa as Nações Unidas

A Organização das Nações Unidas (ONU) teme que os problemas políticos no Haiti possam agravar ainda mais a crise social no país centro-americano e pedem que a comunidade internacional volte a dar atenção à situação a uma das nações mais pobres do mundo. A ONU estima que precisaria de cerca de US$ 84 milhões para garantir alimentação e saúde à população civil do Haiti. Por enquanto, a entidade conta com pouco mais de 10% dos recursos necessários. De acordo com os porta-vozes da ONU, nem mesmo os Estados Unidos, tradicionais doadores e aliados do governo do Haiti, deram indicações de que estão dispostos a liberar recursos para as atividades no país. Em 2002, Washington havia destinado US$ 71 milhões a programas sociais no Haiti. "Temos 50% da população sem emprego, 47% ganhando menos de um dólar por dia e, com a crise política, a situação pode se tornar um verdadeiro caos no país", afirma uma porta-voz da ONU em Genebra. Há dois dias, a ONU enviou uma missão para avaliar a situação no país e verificar o que pode ser feito para ajudar a população. O Programa Mundial de Alimentação afirma que também não conta com recursos suficientes para suprir a população e espera um resultado da missão da ONU para tomar uma decisão sobre o que poderá ser feito para evitar uma crise humanitária. Já o Alto Comissariado da ONU para Direitos Humanos (Acnur) enviou ao Haiti um representante para avaliar as violações cometidas tanto pelos rebeldes como pelo governo. O Acnur pede que os problemas políticos sejam solucionados de forma pacífica e que os culpados por assassinatos e violações de direitos humanos sejam levados à justiça.

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