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Crise no Quênia pode ser solucionada na próxima semana

A afirmação foi feita pelo ex-secretário-geral da ONU Kofi Annan

EFE

09 de fevereiro de 2008 | 03h14

A crise sofrida pelo Quênia desde dezembro do ano passado pode ser resolvida na próxima semana, disse nesta sexta-feira o ex-secretário-geral da ONU Kofi Annan, que está intermediando as negociações entre o Governo e o opositor Movimento Democrático Laranja (ODM). "O Governo e a oposição admitem que é necessário um acordo político e esperam que, com um pouco de paciência e de sorte, possamos terminar nosso trabalho sobre uma solução dos temas políticos no começo da próxima semana", disse Annan em Nairóbi. Pouco antes da entrevista coletiva de Annan, um porta-voz do ODM, William Rutto, anunciou que sua legenda tinha chegado a um "princípio de acordo" para formar um Governo conjunto com o Partido de União Nacional (PNU), do presidente queniano, Mwai Kibaki. "O país está em crise e nenhum (dos lados) pode resolvê-la por si só. Por isso, chegamos a um princípio de acordo para formar um Governo conjunto, cujos detalhes até estamos discutindo", disse Rutto, que integra o grupo de negociadores do ODM. Apesar do otimismo, as declarações do porta-voz do ODM foram classificadas por Annan de "prematuras". "Sou muito otimista e sinceramente espero que cheguemos a uma solução entre a segunda e a terça-feira, mas a declaração de que já se conseguiu um acordo é prematura", afirmou. Os negociadores do ODM e os do Governo liderado pelo presidente Kibaki conversam a portas fechadas desde o princípio da semana passada para tentar resolver a crise gerada após as eleições gerais de 27 de dezembro, qualificadas de fraudulentas pela oposição. Nesta segunda-feira, as duas partes acordaram mais de 20 pontos sobre a resolução do problema humanitário gerado pela crise, que deixou um saldo de mil mortos e mais de 300 mil deslocados.  Os dois lados tentam agora resolver a estagnação política, já que o ODM exigia até hoje que Kibaki renunciasse antes de entabular qualquer "outro tipo de negociação". O verdadeiro problema que separa a oposição e o Governo está no anuncio dos resultados das eleições, que deram a vitória a Kibaki contra o líder do ODM, Raila Odinga, que não reconheceu o triunfo de seu rival e denuncia irregularidades durante a apuração dos votos. No entanto, Odinga afirmou na quinta-feira que seu partido quer "chegar a um acordo" com o Governo de Kibaki. "Inicialmente, nossa posição era de que tínhamos vencido as eleições, que Kibaki devia renunciar e que nós assumiríamos o Governo; no entanto, também destacamos que éramos flexíveis", disse.

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