Ronaldo Schemidt/AFP
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Crise política chega ao futebol da Bolívia

Os clubes bolivianos, que já capengavam financeiramente, levaram um golpe duro com a onda de protestos que há mais de 30 dias paralisou o campeonato nacional

Redação, O Estado de S.Paulo

21 de novembro de 2019 | 06h00

LA PAZ - A convulsão social da Bolívia chegou aos gramados. Os clubes bolivianos, que já capengavam financeiramente, levaram um golpe duro com a onda de protestos que há mais de 30 dias paralisou o campeonato nacional. Sem dinheiro da bilheteria, os dirigentes não têm como bancar os gastos.

The Strongest, um dos clubes mais tradicionais de La Paz, calcula que os prejuízos com a paralisação tenham ultrapassado US$ 500 mil. “A maior perda é com arrecadação”, disse o diretor Ricardo Llano. Ele garante que, apesar da crise, os salários estão em dia. 

O rival Bolívar, atual campeão boliviano, já vinha lutando para pagar salários antes da interrupção do campeonato e a tendência é que, sem receitas, a temporada de 2020 comece comprometida. 

O outro clube da capital é o Always Ready, que também vem se queixando de prejuízos. “Sem dúvida, as perdas são altas, porque temos muitas obrigações, não apenas com a comissão técnica e jogadores, mas também com fornecedores”, afirmou Fernando Costa, presidente do clube ao jornal La Razón. 

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O Conselho Nacional de Futebol Boliviano deve se reunir nesta quinta-feira, 21, para definir o que fazer com a seis rodadas que faltam do campeonato. Caso não seja possível concluir o torneio, uma das possibilidades é declarar campeão o Jorge Wilstermann, time de Cochabamba e atual líder. 

Mas não há consenso. A última reunião terminou em pancadaria, depois que o vice-presidente da Federação Boliviana de Futebol, Marco Rodríguez, acertou um soco na cara de Fernando Blanco, diretor do Destroyers, de Santa Cruz de la Sierra. / AFP

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