EFE
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Crise política na Venezuela leva Unasul a convocar reunião de emergência

Ameaçado de destituição pelo legislativo de Miranda, Capriles volta a pedir recontagem

O Estado de S.Paulo

18 de abril de 2013 | 02h01

BRASÍLIA - Presidentes dos países-membros da União das Nações Sul-americanas (Unasul) decidiram ontem dar uma demonstração de unidade e deixar claro o apoio da região aos resultados das eleições na Venezuela. Uma reunião extraordinária do bloco foi convocada para hoje, em Lima, onde os líderes deverão se encontrar para emitir um comunicado de apoio ao governo venezuelano e depois viajar para Caracas para a posse de Nicolás Maduro, marcada para amanhã.

A presidente Dilma Rousseff confirmou sua presença. O bloco estaria preocupado com a tensão na Venezuela após votação de domingo - que deixou oito mortos e vários feridos. Não se descartava ontem a possibilidade de Maduro também comparecer à reunião.

Protesto

Na noite de ontem, o líder da oposição Henrique Capriles criticou a presidente do Tribunal Supremo de Justiça Luisa Moralles, que o acusou de enganar a população ao pedir uma recontagem dos votos da eleição de domingo, na qual ele foi derrotado pelo chavista Nicolás Maduro.

"Ela desconhece a realidade do processo eleitoral ao dizer que é impossível recontar os votos", disse Capriles, segundo o diário El Universal." Ela não poderia opinar sobre uma causa que está sendo julgada."

Capriles acusou ainda ministros do TSJ de partidarismo e de estarem aliados ao chavismo. Ontem a Assembleia Legislativa de Miranda, Estado governado pelo opositor, deu um ultimato para o opositor retomar as funções e o ameaçou com a destituição. O prazo acaba hoje. / EFE, COM LISANDRA PARAGUASSU E TÂNIA MONTEIRO

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