Crise prejudicar o presidente

1. A greve ocorre em Chicago, a cidade onde o presidente surgiu como político. O fato de o atual prefeito de Chicago, Rahm Emanuel, ter sido o primeiro secretário de gabinete de Obama, também o prejudica. A paralisação oferece aos republicanos um gancho para lembrarem às pessoas que Obama é de lá.

O Estado de S.Paulo

11 de setembro de 2012 | 03h05

2. As atenções da classe trabalhadora estão divididas, o que não é nada bom para a campanha de Obama, que precisa de todo o apoio dos sindicatos. Nos últimos anos, os trabalhadores vêm colecionando derrotas políticas nos Estados. Em 2010, eles apostaram em Bill Halter, no Arkansas, que perdeu as primárias democratas para a senadora Blanche Lincoln. Em 2012, os sindicatos tentaram retirar do cargo o governador de Wisconsin, Scott Walker, que sobreviveu a um recall eleitoral. Se perderem mais essa queda de braço, os sindicatos podem sair da batalha com poder político bastante reduzido.

3. O prefeito de Chicago, Rahm Emanuel, é cotado para assumir a coordenação da equipe de arrecadação de fundos da Priorities USA Action, o principal Super PAC democrata, que, até o momento, não consegue igualar a enorme arrecadação dos comitês de ação política dos republicanos. Embora seja notório que Rahm é muito habilidoso nessa função, é difícil imaginar que na batalha mais importante - e de maiores consequências - para a sua prefeitura, ele encontre tempo suficiente para cortejar os principais financiadores de quem o partido necessita para convencê-los a doar dinheiro.

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