Crise síria ameaça colocar potências em rota de colisão

Análise: Peter Apps / Reuters

O Estado de S.Paulo

01 de dezembro de 2011 | 03h05

A escalada da violência na Síria avança para uma guerra civil e ameaça envolver outros países. Em um cenário ainda mais nebuloso, a crise síria poderia degenerar não apenas em confrontos regionais, mas também em algum tipo de antagonismo entre grandes potências.

Depois de meses de manifestações em grande parte pacíficas, contrastando com a sangrenta repressão do governo, tudo indica que os combatentes da oposição síria sejam os autores de um número cada vez maior de ataques contra as forças do presidente Bashar Assad. Isso pode indicar o início de uma longa guerra civil. E a possibilidade de uma intervenção militar externa exaltaria antagonismos entre a Rússia e EUA.

"O problema do conflito na Síria é o fato de que ele é muito mais difícil de conter do que o que vimos na Líbia", observou Anthony Skinner, analista da consultoria britânica Maplecroft. "Suas implicações regionais são muito mais amplas." Esta semana, a imprensa russa noticiou que Moscou enviaria seu maior porta-aviões para a Síria. As autoridades desmentiram qualquer relação com os acontecimentos recentes, mas parece ser uma mensagem clara às potências ocidentais.

Depois de observar que, no caso da Líbia, a resolução do Conselho de Segurança da ONU favoreceu uma mudança do regime, outras potências emergentes, como a China, também parecem ansiosas por estabelecer os devidos limites.

A França falou em criar algum tipo de "corredor humanitário", talvez protegido por "observadores armados". A Turquia, que provavelmente teria de ser a principal fornecedora de forças armadas estrangeiras, disse que não exclui outras possibilidades. / TRADUÇÃO ANNA CAPOVILLA

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