Crise síria pode impulsionar tratado

A violência na Síria deve ajudar a impulsionar as negociações internacionais do Tratado de Comércio de Armas que ocorre do dia 2 ao 27 de julho na sede das Organizações das Nações Unidas em Nova York. Apesar do tradicional ceticismo envolvendo conferências multilaterais, como a Rio+20 no mês passado, alguns diplomatas não descartam a possibilidade de um acordo antes do fim do ano.

GUSTAVO CHACRA , CORRESPONDENTE , NOVA YORK, O Estado de S.Paulo

01 de julho de 2012 | 03h04

Uma das estratégias usadas, segundo o Estado apurou, será convencer as fabricantes de armas de que existem vantagens com o tratado pois seriam criadas normas internacionais para o comércio, facilitando as transações por haver menos burocracia.

Além disso, "a Síria servirá como exemplo para justificar a necessidade de regras internacionais", de acordo com um diplomata europeu.

Diante de um conflito como o atual, seria importante que armas não chegassem para o regime ou para milícias opositoras. Os russos são hoje os principais vendedores de armas para as forças de Bashar Assad.

Países do Golfo Pérsico e serviços de inteligência do Ocidente estariam por trás do fornecimento das armas para os grupos armados da oposição ao regime de Damasco.

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