Crise vai mudar o Japão, mas quanto e como?

O terremoto seguido de tsunami e a crise nuclear vão mudar o Japão. A questão é como e quanto. Haverá um irreversível declínio ou será a oportunidade de aproveitar a capacidade de recuperação de um povo testado pela calamidade para reformar o Japão? Esse desastre, como os terremotos de 1923 em Tóquio e de 1995 em Kobe, pode sinalizar uma nova era.

Norimitsu Onishi, O Estado de S.Paulo

21 de março de 2011 | 00h00

Entre as questões preocupantes estão a redução da população, a perda para a China da posição de segunda maior economia mundial e a agressiva busca da energia nuclear.

A economia do Japão deve sofrer, pelo menos no curto prazo, já que o problema de energia afetou suas indústrias. A reputação do Japão - e sua autoimagem - de uma sociedade eficiente, próspera e funcional sofreu um golpe. Mas muitos argumentam que o impacto no longo prazo será limitado. Apesar do choque psicológico da nação, o terremoto e o tsunami devastaram uma pequena região do Japão, longe de Tóquio e de Osaka.

"Se o problema nuclear não aumentar e não houver pânico na área de Tóquio, não creio que o desastre será lembrado como um incidente significativo", disse Eiji Oguma, professor na Universidade Keio. Mas para Takafumi Horie, um dos mais populares autores do país, "é possível que esta calamidade tire o Japão de sua velha ordem". "Esta é uma oportunidade de construir um novo Japão".

É JORNALISTA DO "NEW YORK TIMES"

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