Crises em 2015 incluem Ucrânia e Venezuela

Com conflitos decorrentes da radicalização de grupos extremistas islâmicos, o mundo assistirá este ano ao agravamento de algumas crises herdadas de 2014. Em artigo na revista Foreign Policy, o presidente do think tank International Crisis Group, Jean-Marie Guéhenno, listou dez cenários que deverão ter atenção este ano.

O Estado de S.Paulo

01 de fevereiro de 2015 | 02h01

Ele avaliou que, em geral, os distúrbios no mundo árabe devem se aprofundar - especialmente a guerra na Síria e o combate ao Estado Islâmico. O especialista Dean Alexander, analista da Western Illinois University, ressalta a extensão do conflito, lembrando que envolve dezenas de países comprometidos em uma coalizão internacional militar liderada pelos EUA.

Na América Latina, ele destacou os avanços entre o governo colombiano e as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia. Mas ponderou que a Venezuela, apesar de não ser uma "zona de guerra", está sob o risco de ver sua situação se deteriorar. Para o analista, a volta dos protestos, como os que ocorreram ano passado, poderia se transformar em uma nova espiral de violência no país.

A Ucrânia não está entre as mais sanguinolentas, mas o presidente do Crisis Group destaca que ela foi capaz de transformar, para pior, toda a relação entre a Rússia e as potências ocidentais.

A lista de Guéhenno inclui ainda os conflitos em Sudão do Sul, Nigéria, Somália, República Democrática do Congo, Afeganistão, Líbia e Iêmen. / R. T.

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