Cristão morre em confronto com a polícia egípcia

Centenas de cristãos realizaram protestos no Cairo hoje depois que a polícia interditou as obras para a construção de uma igreja. Uma pessoa morreu nos choques com as forças de segurança governo, o que expõe as tensões sectárias no país africano.

AE, Agência Estado

24 de novembro de 2010 | 19h40

Carros foram depredados e janelas, quebradas. Os manifestantes ainda tentaram invadir um prédio da administração municipal. A polícia entrou em conflito com os manifestantes no pátio de obras da igreja pela manhã. Horas depois, o palácio do governador foi atacado em represália.

Um cristão foi baleado e morreu ao chegar no hospital no qual foi socorrido, informou a agência de notícias Mena, do governo. Ainda segundo a agência, 68 pessoas ficaram feridas e 133 foram presas. Dois padres foram convocados pela Promotoria Geral para um interrogatório.

Os cristãos compõem cerca de 10% da população do Egito, calculada em cerca de 80 milhões. Eles reclamam frequentemente de discriminação, embora geralmente vivam em paz com as comunidades islâmicas majoritárias. Os conflitos geralmente ocorrem por conta das construções de igrejas.

Segundo o governo, a suspensão das obras foi determinada desta vez porque não havia alvará. "A decisão foi tomada porque as obras violavam as normas de segurança e porque eles tentavam transformar o prédio em um local de orações ilegalmente", afirmaram as autoridades, por meio de nota. As informações são da Associated Press.

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