Cristãos do Iraque cancelam as missas e festas de Natal

Basman Sabah não sente o espírito natalino. Ele ficará em casa e evitará a missa. A maioria de seus amigos e parentes fugiu do país. Ele nem comprou uma árvore. "Não há mais sentimento de festa aqui", diz o engenheiro elétrico de 27 anos. Para os cristãos iraquianos, este sea um Natal sombrio. A ditadura de Saddam Hussein não perseguia o cristianismo, embora maltratasse diversas outras minorias religiosas. Mas, desde a invasão americana, radicais islâmicos vêm atacando igrejas regularmente.Como resultado, a comunidade cristã de 700.000 iraquianos cancelou as festas neste ano. As igrejas já anunciaram que a tradicional missa da véspera de Natal não ocorrerá, sendo substituída por orações matinais. As festas nas paróquias também não existirão.Hotéis e lojas em áreas habitadas por cristãos, como o distrito de Karada, em Bagdá, não adotaram as costumeiras decorações de Natal. "Não é tristeza que sentimos. Tristeza é uma coisa que se sente a respeito de algo que acabou", diz o padre católico Bashar Matti. "É dor que sentimos, dor profunda por esse triste estado de coisas que continua".

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