Cristãos do norte da Nigéria fazem alerta sobre guerra religiosa

Cristãos do norte da Nigéria disseram nesta terça-feira temer que uma série de ataques a bomba no dia de Natal, lançados por militantes islamistas e que deixaram mais de duas dezenas de mortos, possa mergulhar o país mais populoso da África em uma guerra religiosa.

TIM COCKS, REUTERS

27 de dezembro de 2011 | 11h55

O alerta foi feito em comunicado divulgado pelo braço norte da Associação Cristã da Nigéria (CAN), uma organização que reúne várias denominações, incluindo católicos, protestantes e igrejas pentecostais.

A seita islâmica Boko Haram, que quer impor a sharia (lei islâmica) na Nigéria, assumiu a responsabilidade das explosões, o segundo Natal seguido em que provoca derramamento de sangue em igrejas cristãs.

Saidu Dogo, secretário-geral da organização nas 19 províncias do norte da Nigéria, pediu que líderes muçulmanos controlassem seus fiéis, dizendo que os cristãos teriam que ser obrigados a se defender contra ataques futuros.

"Tememos que a situação degenere para uma guerra religiosa e que a Nigéria não consiga sobreviver a isso. Mais uma vez, 'já chega!'", disse Dogo.

Os ataques podem reviver a violência sectária entre o norte, de maioria muçulmana, e o sul cristão, que na década passada matou milhares de pessoas.

Dogo disse que o CAN pedia que todos os cristãos continuassem respeitando a lei, mas que deveriam se defender se isso fosse necessário.

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