Cristãos e muçulmanos se enfrentam no Egito

Grupos de Muçulmanos e cristãos coptas se enfrentaram em Alexandria, no Egito, neste sábado. Os choques ocorreram após o funeral do copta Nusha Atta Girgis, de 78 anos, assassinado a facadas na sexta-feira quando rezava em uma igreja local. A polícia tentou dispersar os dois grupos com bombas de gás lacrimogêneo. As duas facções lançaram pedras umas contra as outras e se agrediram com pedaços de pau. Ao todo, 15 pessoas foram presas. Os cristãos acusam o governo do país de não haver sido capaz de protegê-los. Além do incidente que resultou na morte de Atta Girgis, houve ainda outros dois ataques na sexta-feira que deixaram coptas feridos. O enterro de Atta Girgis contou com a presença de 3 mil pessoas. Após o enterro, houve uma procissão que rapidamente se converteu em um protesto político, com manifestantes gritando slogans contra o governo. ´Fanáticos´ De acordo com o Ministério do Interior egípcio, durante os choques entre muçulmanos e cristãos 15 pessoas ficaram feridas e quatro carros foram queimados. O ministério afirmou que entre os que foram presos havia "alguns elementos fanáticos", tanto coptas como muçulmanos. O governo atribuiu a um "homem louco" os três ataques contra igrejas coptas na sexta-feira, mas muitos cristãos do país acreditam que os atentados teriam sido tramados por militantes muçulmanos e realizados simultaneamente por diferentes pessoas. Os cristãos representam 10% da população egípcia e alegam ser vítimas de perseguição e discriminação. A maior parte dos cristãos do Egito é copta - uma das mais antigas denominações do cristianismo.

Agencia Estado,

16 Abril 2006 | 01h55

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.