Cristãos paquistaneses exigem prisão de autores de massacre

Cerca de 500 cristãos saíram hoje às ruas da cidade paquistanesa de Karachi para pedir a prisão de militantes islâmicos que poderiam estar por trás do massacre de sete funcionários de uma organização cristã de caridade. As vítimas foram encontradas amarradas, amordaçadas e com marcas de tiros que levam a crer que teriam sido executadas.As igrejas hastearam bandeiras pretas e as escolas cristãs permaneceram fechadas em sinal de luto, ao mesmo tempo em que os familiares e amigos sepultavam os mortos no ataque de ontem.Este foi o último ato de brutalidade contra cristãos e ocidentais desde que o governo do presidente Pervez Musharraf decidiu apoiar a guerra dos Estados Unidos no Afeganistão e iniciou uma caçada a grupos extremistas islâmicos."Nós damos ao governo 48 horas para prender os assassinos", disse Kramat Chochan, um líder cristão local. "Se os assassinos não forem presos, toda a comunidade cristã tomará as ruas". Os 3,8 milhões de cristãos do Paquistão representam 2,5% da população.Nenhuma detenção foi feita com relação ao massacre, ocorrido no escritório do Instituto para Paz e Justiça, uma organização de caridade paquistanesa. Segundo testemunhas, dois homens participaram do ataque.

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