Cristãos que enfrentaram polícia chinesa vão a julgamento

A justiça chinesa processará seis pessoas que participaram dos confrontos entre cristãos e policiais, em julho, após a demolição de uma igreja que, segundo as autoridades, era ilegal, confirmaram nesta sexta-feira fontes oficiais."Eles não foram detidos por serem cristãos e sim, em primeiro lugar, porque se tratava de um edifício ilegal. Além disso, tentaram impedir a demolição", disse um funcionário do escritório de propaganda do município de Hangzhou, capital da província de Zhejiang.Segundo a imprensa de Hong Kong, o julgamento começa na sexta-feira da próxima semana. Em julho, cerca de 6 mil cristãos, em sua maioria protestantes, se reuniram no templo, no distrito de Xiaoshan, e alguns tentaram evitar a demolição, numa área onde estava prevista a construção de um centro comercial.Segundo organizações dos direitos humanos, o protesto levou a um conflito entre 3 mil cristãos e 500 policiais armados.Em Xiaoshan vivem cerca de 80 mil cristãos, segundo dados da agência estatal Xinhua.A igreja oficial protestante conta com 16 milhões de seguidores na China.

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