Cristãos se reúnem para prestar homenagens a papa egípcio

Cristãos se reuniram neste domingo para prestar homenagens finais ao papa Shenouda III, que buscou aliviar as tensões sectárias em suas quatro décadas na chefia da Igreja Ortodoxa do Egito mas foi testemunha de conflitos cada vez mais frequentes com a maioria muçulmana da nação em seus últimos meses de vida.

YASMINE SALEH, REUTERS

18 de março de 2012 | 12h01

O atrito piorou desde que o presidente Hosni Mubarak, que suprimia islamistas, foi deposto no ano passado. Desde então, Shenouda, que morreu no sábado aos 88 anos de idade, muitas vezes clamou por harmonia e regularmente se reunia com muçulmanos e outros líderes.

Cristãos, que compõem cerca de um décimo dos 80 milhões de cidadãos egípcios, há muito alegam sofrer discriminação e no passado iniciaram protestos, que incluíram a demanda por novas leis que fariam com que seja tão simples construir uma igreja quanto uma mesquita.

Shenouda serviu como o 117o Papa de Alexandria desde novembro de 1971, liderando a comunidade ortodoxa que compõe a maior parte dos cristãos do Egito. Seu funeral ocorrerá na terça-feira, relatou a mídia estatal egípcia.

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, ofereceu suas condolências e o Papa Bento, líder dos católicos apostólicos romanos do mundo, ofereceu orações após ter sido informado de sua morte.

"Eu gostaria de expressar aos membros do Sínodo Sagrado, aos pregadores e aos fieis do Patriarcado, meus mais fortes sentimentos de compaixão fraternal", disse Bento.

Descrevendo Shenouda como um defensor de longa data da unidade entre cristãos, disse que a Igreja Católica "compartilha a dor que aflige os ortodoxos".

Tudo o que sabemos sobre:
EGITOMORTEPAPA*

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.