Cezaro de Luca/Efe
Cezaro de Luca/Efe

Cristina acusa oposição de incentivar conflitos na Argentina

Em referência velada a Duhalde, presidente diz que os confrontos episódios violentos tem um 'padrinho'

estadão.com.br,

14 de dezembro de 2010 | 19h41

BUENOS AIRES- A presidente da Argentina, Cristina Kirchner, acusou nesta terça-feira  seus adversários políticos de incentivar as ocupações violentas de terrenos na periferia de Buenos Aires. Nos últimos dias, ao menos três imigrantes morreram em confrontos nos bairros de Villa Lugano e Villa Soldati.

Em uma inauguração de um centro de documentação em José C. Paz, na província de Buenos Aires, Cristina disse que havia um "padrinho" por trás dos conflitos dos últimos dias, em uma referência velada ao ex-presidente Eduardo Duhalde, de uma facção dissidente do peronismo que aderiu à oposição. "As coisas não saíram simplesmente do controle. Isto aqui tem padrinho", disse a presidente.

Os sem-teto começaram a acampar no segundo maior parque da cidade na semana passada, e já há quase 6.000 deles ali, segundo cifras do governo.

"Desde o primeiro dia em que comecei a governar a República Argentina, começaram a colocar obstáculos no meu caminho", acrescentou a presidente, que deve disputar a reeleição em 2011.

Alguns dizem que foram despejados das suas casas, em favelas perto dali, porque não podiam mais pagar aluguéis equivalentes a US$ 100 dólares, o que reflete a forte inflação no país, estimada extraoficialmente em até 30%.

Cristina frequentemente salienta os esforços do seu governo para redistribuir riqueza no país, mas críticos dizem que os distúrbios são resultado das desigualdades sociais e da negligência governamental com as áreas pobres.

Numa aparente reação à violência, Cristina anunciou na sexta-feira a criação do Ministério da Segurança, e ministros acusaram o prefeito oposicionista da capital, Mauricio Macri, de ter agido mal diante da situação e de ter negligenciado a periferia sul da capital.

Com Reuters

Tudo o que sabemos sobre:
ArgentinaCristina Kirchner

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.