Cristina aumenta em 38% verba para propaganda

Projeto de orçamento enviado ao Congresso destina US$ 109 milhões para anúncios, a maioria em jornais 'amigáveis'

Ariel Palacios CORRESPONDENTE / BUENOS AIRES, O Estado de S.Paulo

24 de setembro de 2010 | 00h00

De olho nas eleições presidenciais de 2011, o governo da presidente Cristina Kirchner decidiu aumentar a publicidade oficial no ano que vem. A decisão consta no projeto de Orçamento Federal enviado ao Parlamento argentino pelo ministro da Economia, Amado Boudou. A publicidade oficial, caso o projeto seja aprovado, passará a contar com uma verba US$ 109 milhões - um aumento de 38% em comparação ao que estava previsto num projeto anterior do mesmo orçamento.

O governo Kirchner costuma apresentar uma previsão inicial, que, após aprovação no Parlamento, sofre aumentos ao longo do ano, por meio de fundos extraordinários. Assim, em agosto, o chefe do Gabinete de Ministros, Aníbal Fernández, desconsiderou a previsão inicial de US$ 62 milhões e aumentou as verbas em US$ 38 milhões para o próximo ano.

A maior parte da publicidade oficial tem sido destinada aos meios de comunicação "amigáveis" aos Kirchners.

Como a oposição na Câmara dos Deputados está dividida, a aprovação do projeto ainda é uma incógnita. No Senado, existe um empate virtual que torna o desenlace de qualquer votação um mistério. Alguns senadores da oposição, entre eles o ex-presidente Carlos Menem, têm favorecido o governo com abstenções ou ausências no plenário.

Outro setor que deve ser afetado é o de transmissões de jogos de futebol. Os Kirchners destinaram as maiores verbas para as transmissões feitas pela TV estatal Canal 7, de caráter público. Em julho, os cartolas dos times argentinos romperam unilateralmente um acordo assinado com a empresa TyC para a transmissão dos jogos, passando os direitos para a TV pública.

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