Cristina diz que 2010 foi 'excepcional' para Argentina

Em cadeia nacional de rádio e televisão, a presidente da Argentina, Cristina Kirchner, transmitiu a primeira mensagem de fim de ano aos argentinos. Visivelmente emocionada, ela fez um breve balanço dos sete anos de governo, iniciado em 2003 pelo marido, o ex-presidente, ex-deputado e ex-secretário-geral da União de Nações Sul-Americanas (Unasul) Néstor Kirchner, que morreu há dois meses. Numa gravação que durou seis minutos e que foi ao ar na noite de ontem, afirmou que 2010 foi um ano excepcional para o país, mas o pior da vida dela.

MARINA GUIMARÃES, Agência Estado

31 de dezembro de 2010 | 13h04

"Foi um ano de fortes contrastes", disse. Cristina desejou "um feliz ano-novo a todos os argentinos" e, com a voz embargada, pediu que "brindem por ele" porque, de acordo com ela, as conquistas da economia argentina devem-se ao ex-presidente.

"Peço que pensem um instante nele", disse, completando com um juramento. "Prometo redobrar meu esforço, perder horas de meu descanso e meu sono, como fazia ele. O exemplo dele, de seu sacrifício, de sua vontade, de seu esforço é o que me guia", afirmou Cristina, descrevendo o marido como um homem que "dedicou a vida às suas convicções".

Cristina destacou que a Argentina termina o ano com "um período de crescimento econômico e de inclusão social mais importante de toda a sua história". Ela recordou que as reservas internacionais do Banco Central são recorde (US$ 52,135 bilhões) e que a economia está forte com "um massivo consumo popular", mas não tocou no tema inflação, que deve fechar o ano na casa dos 25%. O governo, segundo a presidente, voltou a "posicionar o país em termos internacionais de uma forma que, talvez, nunca esteve em toda a sua história".

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