Cristina é internada na Argentina com quadro febril infeccioso

Cristina é internada na Argentina com quadro febril infeccioso

Presidente deve ter alta nesta segunda-feira; governo não deu mais detalhes sobre a internação 

Ariel Palacios, correspondente / Buenos Aires, O Estado de S. Paulo

03 Novembro 2014 | 11h25



BUENOS AIRES - A presidente da Argentina, Cristina Kirchner, foi internada domingo no fim da tarde por um quadro febril infeccioso no Sanatório Otamendi, um hospital privado na Recoleta. A Casa Rosada, tal como em outras internações de Cristina, não forneceu mais informações.

Nesta segunda-feira, 3, de manhã, informações extraoficiais publicadas pelos sites de jornais de Buenos Aires indicavam que desta vez os problemas de saúde da presidente teriam sido provocados por um provável foco intestinal. Outros rumores sustentavam que tratava-se de problemas urinários. As informações que circulavam nesta manhã também indicavam que a presidente teria alta nesta segunda.

Cristina enfrenta a queda de popularidade, confrontos entre seus ministros, aumento da inflação, recessão, protestos sociais e conflitos com os "holdouts", denominação dos credores da dívida pública que não aceitaram a troca de bônus feitas pelo governo Kirchner em 2005 e 2010.

Histórico. A saúde da presidente foi objeto de inúmeras especulações desde que era primeira-dama (2003-2007). Ela acumulou vários episódios de lipotimias (pré-desmaios) ao longo dos últimos onze anos, mas os casos aumentaram a partir de 2010, quando - já como presidente - em meio a uma onda de calor, teve uma insolação e passou mal.

Em dezembro de 2011 o governo anunciou oficialmente que Cristina tinha "câncer na tireoide". Na ocasião, o presidente venezuelano Hugo Chávez afirmou que os Estados Unidos teriam preparado uma arma que causava câncer nos lideres sul-americanos, entre eles, Cristina.

Mas, um mês depois, quando a presidente argentina foi operada, o governo teve que admitir que não havia câncer algum. Os analistas criticaram a precipitação do governo.

No dia 8 de outubro do ano passado, Cristina foi operada para drenar um hematoma que surgiu na meninge dura-máter, membrana localizada entre o cérebro e o crânio. Na época, o governo explicou que o hematoma foi provocado por um traumatismo craniano no dia 12 de agosto.

A Casa Rosada nunca explicou oficialmente a causa do traumatismo. A única versão, informal, citada por um deputado kirchnerista, é a de que Cristina havia batido a cabeça ao arrumar os presentes do neto.

Em janeiro deste ano os médicos lhe diagnosticaram bursite no quadril. Em julho e outubro manteve repouso por uma faringolaringite aguda.

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