Cristina Kirchner afirma ter sido ameaçada pelo EI

A presidente da Argentina, Cristina Kirchner, afirmou no sábado que foi ameaçada pelo grupo extremista Estado Islâmico (EI). A revelação foi feita depois que ela almoçou com o papa Francisco, no Vaticano. A presidente explicou que tornou-se alvo dos jihadistas por sua amizade com o pontífice e pela "defesa argentina da existência dos Estados de Israel e da Palestina". O caso é investigado pela Secretaria de Inteligência do Estado.

BUENOS AIRES, O Estado de S.Paulo

22 de setembro de 2014 | 02h02

Cristina é a primeira chefe de governo da América Latina a ser ameaçada pelo grupo extremista, que controla parte da Síria e do Iraque. A presidente disse não ter medo das ameaças e julgou não ser necessário o reforço de sua segurança.

A revelação de Cristina acrescenta o EI a uma longa lista de organizações que "ameaçam" o governo Kirchner. Nas últimas semanas, a presidente e seus ministros acusaram de conspirar contra a Casa Rosada a companhia aérea American Airlines, produtores agropecuários, sindicatos peronistas não alinhados, a imprensa do país, partidos da oposição, grupos sociais trotskistas e as montadoras de automóveis instaladas na Argentina. / ARIEL PALACIOS

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