Cristina Kirchner amplia órgão de propaganda oficial

A presidente da Argentina, Cristina Kirchner, aumentou os poderes da Secretaria de Comunicação, transformando-a em uma "supersecretaria" com amplas atribuições sobre a distribuição de publicidade oficial, cujas verbas saltaram de US$ 108,7 milhões em 2008 para o recorde de US$ 162,3 milhões em 2009 (últimos dados oficiais). Em 2011, ano eleitoral, o organismo controlará um caixa de pelo menos US$ 324 milhões.

AE, Agência Estado

14 de janeiro de 2011 | 08h02

O salto é considerável, mais ainda se for levado em conta que - segundo dados da Fundação Poder Ciudadano -, em 2003, quando Néstor Kirchner se tornou presidente, o gasto em publicidade oficial era de US$ 11,5 milhões. O orçamento total da secretaria este ano, considerando-se as atribuições e a verba transferidas de outros órgãos do governo, pode chegar a US$ 480 milhões.

O organismo, que havia ficado sem um secretário desde 2008, passa às mãos de Juan Manuel Abal Medina, descendente de uma histórica família de militantes e guerrilheiros da ala da esquerda do peronismo e homem de total confiança de Cristina. Representantes do governo indicaram que neste ano "está em jogo o futuro do modelo", em referência à permanência - ou não - da administração Kirchner após as eleições presidenciais e parlamentares de outubro. Por este motivo, sustentam, é preciso centralizar a estratégia de comunicação.

O partidor opositor União Cívica Radical (UCR) criticou a ação do governo, afirmando que "a ampliação da secretaria reafirma a política da administração de controle e submissão dos meios de comunicação". As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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