Cristina Kirchner convoca Unasul para discutir crise no Equador

Vários países membros da entidade já manifestaram apoio a Rafael Correa.

Marcia Carmo, BBC

30 de setembro de 2010 | 20h57

Vários países já manifestaram apoio ao presidente Correa

A presidente da Argentina, Cristina Kirchner, convocou uma reunião de emergência da Unasul (União Sul-americana de Nações) para esta quinta-feira em Buenos Aires para discutir a crise no Equador.

O Brasil será representado pelo vice-chanceler, Antônio Patriota.

Outros seis presidentes da América do Sul já teriam confirmado presença, inclusive os presidentes Juan Manuel Santos, da Colômbia, José 'Pepe' Mujica, do Uruguai, Hugo Chávez, da Venezuela, Alan García, do Peru, Sebastián Piñera, do Chile e Evo Morales, da Bolívia.

Inicialmente, a ideia do secretário-geral da Unasul, o ex-presidente Néstor Kirchner, era viajar a Quito acompanhado por outras autoridades regionais, mas o fato de o acesso ao aeroporto de Quito estar bloqueado levou à mudança dos planos.

Cristina Kirchner falou com Correa que teria dito a ela que está "bem, mas me sinto sequestrado", segundo a emissora de TV argentina C5N.

Até o início da noite, vários líderes da América do Sul já tinham declarado "solidariedade" a Correa e "repúdio" aos atos contra seu governo.

Na noite desta quinta, populares e seguidores do governo argentino realizavam manifestação de apoio a Correa em frente à embaixada do Equador em Buenos Aires.

Crise

Centenas de militares e policiais do Equador tomaram nesta quinta-feira o maior quartel de Quito, a capital do país, e o aeroporto internacional da cidade, em protesto contra um decreto aprovado pelo Congresso Nacional que elimina benefícios sociais e afeta os salários dos policiais, disseram representantes da categoria.

Em meio a rumores de golpe de Estado, centenas de equatorianos cercam a sede do governo, o palácio de Carondelet, em demonstração de apoio ao presidente Rafael Correa.

Essa é a primeira grande crise institucional que Rafael Correa enfrenta desde que assumiu o poder, em 2007, e deu início à chamada "Revolução Cidadã" no país.BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.