Cristina Kirchner cria novo Ministério da Segurança

A presidente da Argentina, Cristina Fernández de Kirchner, anunciou a criação do novo Ministério da Segurança, a primeira mudança ministerial de seu governo desde a morte de seu marido e conselheiro, Néstor Kirchner, em outubro. A medida transfere a supervisão da polícia federal, guarda costeira, guarda nacional e segurança aeroportuária do Ministério da Justiça para a nova pasta.

AE, Agência Estado

13 de dezembro de 2010 | 19h36

A decisão, tomada na última sexta-feira, de transferir o controle das forças de segurança para o novo Ministério é vista como um golpe ao chefe do gabinete presidencial, Aníbal Fernandez, que até agora exercia considerável controle sobre a polícia. Aníbal Fernandez, que não é próximo da presidente mas era de seu marido, auxiliou Néstor Kirchner em vários assuntos, especialmente segurança. E Néstor teve um papel importante no governo de sua mulher após deixar o cargo em 2007.

O novo ministério será comandado pela atual ministra da Defesa, Nilda Garré, que será empossada na próxima quarta-feira. O jornal local La Nación informou hoje que a ex-senadora Marita Perceval deve substituir Garré no Ministério da Defesa. O anúncio eleva para 15 o número de ministérios na Argentina, o que é quase duas vezes mais do que a maioria dos governos anteriores tiveram nas últimas décadas.

A presidente, cujos críticos acusam de ser negligente com a lei e a ordem, não disse como o novo Ministério vai mudar a abordagem do governo sobre a segurança. "Intencionalmente ou por ignorância, as pessoas geralmente tentam fazer parecer que aqueles de nós que acreditam em direitos humanos não se importam com o crime, como se essas duas coisas não fossem intimamente e diretamente relacionadas", disse ela na noite de sexta-feira, durante um evento sobre direitos humanos. "Direitos humanos e crime são parte da mesma questão", acrescentou.

A troca ministerial coincide com os violentos choques entre moradores, policiais federais e sem-teto que têm ocupado um parque na capital do país. Os detalhes sobre o conflito não estão claros, mas aparentemente a maioria dos sem-teto ocupa o parque para exigir um programa de moradia. Na semana passada, moradores vizinhos ao parque invadiram o local e atearam fogo em barracas, numa tentativa de tirar os sem-teto do local. As informações são da Dow Jones.

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