Marcos Brindicci/Reuters
Marcos Brindicci/Reuters

Cristina Kirchner é alvo de investigação por suposta irregularidade em negócio imobiliário

O caso envolve transações obscuras na empresa de imóveis Los Sauces, que aluga prédios e terrenos na província de Santa Cruz. Processo está nas mãos do juiz federal Claudio Bonadio

O Estado de S. Paulo

03 Maio 2016 | 10h45

BUENOS AIRES - A ex-presidente argentina Cristina Kirchner e seu filho, o deputado Máximo Kirchner, passaram a ser investigados na segunda-feira por supostas irregularidades em um negócio imobiliário familiar, revelaram fontes judiciais.

Esta é a segunda ação judicial contra a ex-presidente peronista, após ser acusada por sua política cambial por meio do Banco Central no final de seu mandato.

O novo caso foi apresentado pelo promotor federal Carlos Rívolo e envolve transações obscuras na empresa imobiliária Los Sauces, que aluga prédios e terrenos na província de Santa Cruz, 2,8 mil km ao sul de Buenos Aires.

A denúncia foi apresentada pela deputada do pequeno partido social democrata GEN Margarita Stolbizer, aliada ao presidente de centro direita Mauricio Macri.

Assim como ocorreu no caso da venda de dólares no mercado futuro pelo Banco Central, o processo está nas mãos do juiz federal Claudio Bonadio.

A primeira ação contra Kirchner envolve a venda de dólares no mercado futuro em setembro de 2015, por 10,50 pesos, apenas um pouco acima da cotação da época, de 9,60 pesos. Kirchner alega que o propósito era desalentar expectativas de desvalorização e segurar o preço do dólar.

Em 17 de dezembro, Macri promoveu uma desvalorização que levou o dólar a 15 pesos. O Banco Central, agora sob administração macrista, deve honrar os contratos futuros quase 50% mais caros, com sério prejuízo para o Tesouro.

O kirchnerismo argumenta que não se pode judicializar uma política monetária contra a desvalorização. /AFP

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