Cristina Kirchner escolhe ministro da economia para vice

A presidente da Argentina, Cristina Kirchner, anunciou hoje que o ministro da Economia, Amado Boudou, será seu vice na chapa em que tentará a reeleição em outubro. "Preciso de alguém do meu lado que não tenha medo dos grandes (sindicatos e corporações)", disse em um discurso transmitido pela televisão na noite deste sábado.

AE, Agência Estado

25 de junho de 2011 | 20h37

Guitarrista e um dos ministros mais carismáticos da administração Kirchner, Boudou deve ser bem recebido pelo eleitorado jovem, que tem sido bastante cortejado pela presidente. A decisão de escolher um colega da coalizão Frente para a Vitória como vice em sua chapa ocorre depois da desastrosa experiência de convidar companheiro de governo entre as fileiras da oposição.

Kirchner e seu atual vice, Julio Cobos, mal se falam depois que ele votou contra a tentativa do governo de elevar os impostos cobrados dos agricultores, em 2008. Na Argentina, o vice-presidente também é líder do Senado.

A Argentina terá eleições presidenciais e legislativas em 23 de outubro e Cristina busca mais um mandato de quatro anos. Ela lidera as pesquisas de intenção de voto graças ao bom momento da economia, que deve crescer 8% neste ano. Enquanto isso, a oposição, dividida, tem tido dificuldades para encontrar candidatos fortes, que reduzam a vantagem da presidente.

Ricardo Alfonsín, parlamentar que pertence ao maior partido da oposição, a União Cívica Radical, emergiu como um possível concorrente, mas as pesquisas o colocam num distante segundo lugar. Ele é prejudicado por sua falta de experiência executiva e pelas más memórias de quando o partido esteve no governo. Seu pai, Raul Alfonsín, deixou a presidência antes do final do mandato, em 1989, em meio à hiperinflação. Depois, a administração de Fernando de la Rua entrou em colapso em 2001 num cenário de profunda crise econômica.

Para vencer em outubro, o candidato tem que receber pelo menos 45% dos votos e liderar por uma margem maior que 10 pontos porcentuais. Caso contrário, haverá segundo turno em novembro. As informações são da Dow Jones.

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