REUTERS/Agustin Marcarian
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Justiça autoriza Cristina Kirchner a visitar a filha em Cuba

Será a quinta viagem da ex-presidente à ilha, desde que a filha Florencia começou tratamento por um transtorno de estresse pós-traumático

Redação, O Estado de S.Paulo

10 de setembro de 2019 | 19h52
Atualizado 11 de setembro de 2019 | 11h08

BUENOS AIRES- Candidata à vice-presidência da Argentina, a ex-presidente e atual senadora do país, Cristina Kirchner, conseguiu autorização da Justiça e viajará na madrugada desta quarta-feira, 11, à Cuba para visitar sua filha Florencia, que recebe tratamento médico na ilha.

O pedido para ida ao país caribenho foi feito ao Tribunal Oral Federal 2, que desde 21 de maio deste ano a julga pelo crime de corrupção, a partir da acusação de suposta formação de quadrilha e fraude, na concessão de obras públicas durante o mandato.

A solicitação foi feita por meio de requerimento escrito, que foi apresentado pelo advogado da atual senadora, Carlos Beraldi.

Essa será a quinta viagem de Cristina para Cuba desde que Florencia começou a ser submetida a um tratamento por transtorno de estresse pós-traumático.

Para Entender

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A última ida a Havana aconteceu entre 22 e 30 de agosto, poucos dias depois que a coalizão Frente de Todos, em que é candidata a vice, venceu a aliança governista, liderada pelo atual presidente, Mauricio Macri.

Antes de viajar pela primeira vez para ver Florencia, Cristina afirmou que a filha estava com problemas de saúde por causa da perseguição "feroz" que sofre a mãe.

Fernández promete adotar medidas econômicas de Néstor 

O candidato kirchnerista à presidência da ArgentinaAlberto Fernández, disse na segunda-feira, 9, em entrevista ao canal TN que pretende tirar o país da crise econômica marcada pela inflação e escassez de reservas com medidas similares a adotadas por Néstor Kirchner, de quem foi chefe de gabinete entre 2003 e 2007.

O presidenciável argentino também adotou um tom conciliador e prometeu se aproximar de opositores da ex-presidente Cristina.

Entre as medidas econômicas, Fernández prometeu manter o equilíbrio fiscal, ampliar as exportações para obter um superávit fiscal que favoreça a acumulação de reservas, um câmbio competitivo e combater a inflação. 

 

Vantagem contra Macri nas pesquisas 

Fernández derrotaria o presidente argentino nas eleições de outubro por uma vantagem ainda maior do que a diferença esmagadora que ele obteve nas primárias de agosto, segundo três pesquisas divulgadas nesta segunda-feira, com números semelhantes.

Os dados publicados ontem quebraram semanas de silêncio dos institutos de pesquisa, após as primárias, nas quais poucas sondagens acertaram a vitória arrasadora da chapa de centro-esquerda peronista sobre o governo - resultado que acelerou a crise de desconfiança de investidores.

Fernández deve obter 51,5% dos votos e Macri, 34,9%, segundo pesquisa da empresa Ricardo Rouvier & Asociados. “O que vejo é uma consolidação do resultado das primárias”, disse o analista Julio Burdman, cuja consultoria Observatorio Electoral ainda está concluindo suas pesquisas de opinião.

 

Macri corre contra o tempo

A menos de dois meses da eleição, Macri tem a difícil missão de reverter o descontentamento com a crise econômica . Alguns eleitores que em 2015 optaram pela mudança prometida por Cambiemos, em 2019 voltaram a apostar no peronismo. Se em 2015, Macri perdeu por uma diferença de pouco mais de 2 pontos porcentuais para o kirchnerista Daniel Scioli, ex-governador de Buenos Aires, desta vez a diferença foi bem maior.

Os resultados das últimas primárias indicam que 50,66% dos eleitores de província preferem Fernández, enquanto apenas 29,88% pretendem votar em Macri.

 

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