Cristina Kirchner tem câncer e será operada no dia 4

Segundo porta-voz, o carcinoma na tireoide foi detectado durante exame de rotina e não há sinais de metástase

BUENOS AIRES, O Estado de S.Paulo

28 de dezembro de 2011 | 03h03

A presidente argentina, Cristina Kirchner, será submetida a uma cirurgia no dia 4 para a retirada de um tumor cancerígeno na tireoide, anunciou ontem à noite o porta-voz presidencial, Alfredo Scoccimarro, acrescentando que não foi detectada nenhuma metástase.

Segundo Scoccimarro, o carcinoma papilar no lóbulo direito da glândula tireoide foi detectado durante exames de rotina. Ele destacou, no entanto, que não há nenhum comprometimento linfático.

A presidente será submetida à cirurgia no Hospital Austral del Pilar, na Grande Buenos Aires, e ficará internada por pelo menos três dias. A partir da alta hospitalar, Cristina ficará por licença médica por 20 dias para sua total recuperação, disse o porta-voz.

Segundo ele, durante a ausência de Cristina, a chefia de Estado estará nas mãos do vice-presidente Amado Boudou, de acordo com a Constituição.

Scoccimarro disse que a cirurgia estará a cargo do doutor Pedro Saco e sua equipe. O médico é chefe do Departamento de Cirurgia do Hospital Austral del Pilar e chefe do serviço de cabeça e pescoço do Instituto de Oncologia Doutor Angel Roffo.

A presidente Cristina liderará hoje um ato juntamente com governadores provinciais e depois irá à cerimônia de promoção de oficiais das Forças Armadas, em um ato que será realizado na Casa Rosada.

Outros casos. Este é o quinto caso de câncer em presidentes da América Latina. A mesma doença já acometeu os presidentes Hugo Chávez, da Venezuela, Fernando Lugo, do Paraguai, e Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff, do Brasil.

Chávez foi submetido a uma cirurgia para a retirada de um tumor em Cuba, enquanto que o presidente do Paraguai realizou todo seu tratamento no Brasil, no Hospital Sírio-Libanês, o mesmo ao qual recorreram o ex-presidente Lula e Dilma, antes de ser eleita chefe de Estado.

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