EFE/Alberto Ortiz
EFE/Alberto Ortiz

Cristina Kirchner visita Mães da Praça de Maio antes de ato histórico

A ex-presidente almoçou com a líder da organização, Hebe de Bonafini, e outras integrantes

O Estado de S. Paulo

11 Agosto 2016 | 21h11

BUENOS AIRES - A ex-presidente da Argentina, Cristina Kirchner, visitou nesta quinta-feira, 11, as Mães da Praça de Maio horas antes de as integrantes da associação humanitária iniciarem seu ato de número 2 mil para reivindicar memória e justiça para as vítimas da última ditadura militar.

A ex-presidente (2007-2015) chegou à sede da associação pouco depois do meio-dia e almoçou com a presidente das Mães da Praça de Maio, Hebe de Bonafini, e outras integrantes, segundo informou a organização por meio de sua conta no Twitter.

A reunião aconteceu a portas fechadas por ocasião da realização do encontro de número 2 mil das Mães na Praça de Maio, realizada esta tarde. Tanto a ex-presidente como a associação compartilharam imagens do encontro nas redes sociais.

As manifestações dessa associação começaram em abril de 1977, quando um grupo de mães de desaparecidos pedia uma audiência com o então presidente Jorge Rafael Videla para saber onde se encontravam seus filhos.

Como forma de manifestação, 14 mulheres se reuniram na Praça de Maio, localizada em frente à Casa Rosada, sede do Executivo argentino.

No entanto, a ditadura tinha estabelecido o estado de sítio e proibia as congregações de três ou mais pessoas na via pública, motivo pelo qual os policiais informaram a essas mulheres que não podiam permanecer paradas em frente à entrada da casa de governo.

Elas decidiram então começar a dar voltas ao redor da Pirâmide de Maio, um monumento branco situado no centro da praça.

Desde então, todas as quinta-feiras, as Mães realizam essa manifestação como forma de reivindicar "memória, verdade e justiça" pelos desaparecidos na ditadura, que organizações de direitos humanos estimam em 30 mil pessoas.

O ato de número 2 mil na Praça de Maio ocorre no momento em que De Bonafini é alvo de uma investigação por suposta fraude ao Estado com os fundos de um programa de casas sociais administrados pela fundação das Mães. / EFE

Mais conteúdo sobre:
Cristina Kirchner Argentina

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.