Cristina lamenta morte de subsecretário no Uruguai

A presidente da Argentina, Cristina Kirchner, lembrou emocionada nesta quarta-feira do subsecretário de Comércio Exterior, Iván Heyn, jovem de 33 anos cujo corpo nu foi encontrado enforcado no quarto do Hotel Radisson, onde a delegação argentina estava hospedada ontem em Montevidéu, durante a Cúpula do Mercosul. Segundo fontes da polícia uruguaia, o jovem se suicidou.

AE, Agência Estado

21 de dezembro de 2011 | 16h27

Em discurso na localidade de Lomas de Zamora, perto de Buenos Aires, Cristina disse que Heyn foi um "militante incansável" e um "economista brilhante". A mandatária, à beira das lágrimas, lembrou que Heyn tinha praticamente a mesma idade do seu filho Máximo Kirchner, de 34 anos. Os dois eram amigos.

"Quando ontem me comunicaram seu falecimento eu me senti sem ar", disse Cristina. Heyn militava no grupo peronista (justicialista) La Cámpora, um dos mais leais a Cristina e comandado por Máximo Kirchner.

Cristina lembrou que Heyn, jovem de uma família de posses, não quis imigrar à Espanha com seus pais quando a Argentina atravessou uma severa crise em 2001 e esteve nos protestos de 20 de dezembro daquele ano, quando o então presidente argentino Fernando de la Rúa renunciou ao cargo, em meio à crise econômica e social sem precedentes que abalava a Argentina.

A polícia uruguaia apreendeu o microcomputador e o celular de Heyn para análise. O comissário José Luis Roldán, relações públicas da polícia de Montevidéu, disse que a perícia sobre a morte de Heyn não levará muito tempo, "dada a situação, o lugar e a vítima. A polícia técnica trabalha rapidamente", disse. Segundo ele, não existem sinais de violência no corpo e o jovem morreu por enforcamento, afirmou o médico legista da polícia uruguaia. A polícia trabalha como uma "hipótese primária" de suicídio, embora o jovem não tenha deixado nenhum bilhete ou nota explicando o ato.

As informações são da Associated Press.

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