Cristina 'mudou para não mudar', diz oposição

No meio de uma acelerada perda de poder após a histórica derrota nas eleições parlamentares do dia 28 de junho, a presidente Cristina Kirchner implementou esta terça-feira à noite uma renovação parcial de seu gabinete com o objetivo de recuperar protagonismo político.

ARIEL PALACIOS, Agencia Estado

08 de julho de 2009 | 00h08

A presidente removeu o ministro da Economia, Carlos Fernández, e o substituiu por Amado Boudou, que comandava a poderosa Anses, o sistema previdenciário argentino. Cristina também retirou de seu posto o ministro da Justiça, Aníbal Fernández - famoso por sua lábia e habilidade de tecer alianças - e o colocou no estratégico posto de chefe do gabinete de ministros. A mudança, no entanto, foi considerada "puramente cosmética" pelos partidos da oposição e os analistas políticos.

Os homens mais controvertidos da administração Kirchner não foram afetados pela troca ministerial. Eles são o ministro do Planejamento Federal e Obras Públicas, Julio De Vido (envolvido em vários casos de corrupção e responsável por polêmicos negócios comerciais com a Venezuela de Hugo Chávez) e o Secretário de Comércio Interior, Guillermo Moreno (responsável pela manipulação das estatísticas da inflação, pobreza e PIB e defensor do congelamento de preços).

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