Francisco Munoz, Opi Santa Cruz/AP
Francisco Munoz, Opi Santa Cruz/AP

Cristina obtém vantagem em prévias argentinas

Com quase metade das urnas apuradas, presidente tinha 50,1% dos votos nas eleições primárias, indicando que pode ser reeleita no primeiro turno

Ariel Palacios, O Estado de S.Paulo

15 de agosto de 2011 | 00h00

CORRESPONDENTE / BUENOS AIRES

Apuradas 45,37% das urnas no final da noite de ontem, a presidente argentina Cristina Kirchner tinha 50,1% dos votos nas eleições primárias obrigatórias realizadas simultaneamente por todos os partidos. Integrantes do governo festejaram o resultado, um sinal de que Cristina pode ser reeleita já no primeiro turno da eleição presidencial de 23 de outubro.

A candidata da Frente pela Vitória, sublegenda do Partido Justicialista (peronista), agradeceu os votos a seus simpatizantes e pediu união aos demais concorrentes e à população. Todos os eleitores são obrigados a participar da votação primária e escolher apenas um candidato, como em uma eleição normal

O deputado Ricardo Alfonsín, da União Cívica Radical (UCR), que integra a coalizão União para o Desenvolvimento Social (Udeso), obteve entre 13% dos votos. Logo atrás estava o ex-presidente Eduardo Duhalde, da coalizão Frente Popular, uma facção do peronismo dissidente, obteve 12,3% dos votos, segundo boca de urna. O socialista Hermes Binner, da coalizão Frente Popular Progressista, teve 10,4% dos votos.

Analistas ressaltam que, após essa votação primária haverá uma polarização entre a presidente Cristina e o candidato mais votado da oposição. Informações extraoficiais indicam que assessores de Alfonsín e de Duhalde há dias conversam sobre estratégias para unir forças para as eleições presidenciais.

As eleições primárias argentinas perderam seu sentido original e se transformaram em uma pesquisa eleitoral virtual, já que os dez partidos e coalizões que disputarão as eleições de outubro já haviam definido entre março e junho seus candidatos únicos para disputar a presidência.

O sistema eleitoral argentino permite que um candidato presidencial não precise do clássico 50% dos votos mais um, mecanismo usado na maior parte do mundo, para se eleger. O sistema criado pelo presidente Carlos Menem, em 1994, possibilita que o candidato que obtiver 45% dos votos seja automaticamente vitorioso. O sistema também permite a vitória no primeiro turno com 40% dos votos, quando o segundo candidato fica 10 pontos atrás. Em 2007, quando foi eleita para seu primeiro mandato, Cristina conseguiu 45,2% dos votos.

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