Walter Diaz/AFP
Walter Diaz/AFP

Cristina ocultou US$ 492 milhões no exterior, diz jornal

Segundo ‘Clarín’, bancos enviaram relatórios com movimentação suspeita à Justiça dos EUA

O Estado de S. Paulo

22 Agosto 2016 | 20h47

BUENOS AIRES  - Uma reportagem publicada ontem pelo jornal Clarín afirma que a ex-presidente argentina Cristina Kirchner ocultou movimentações financeiras no valor de US$ 492 milhões. A informação, que também foi divulgada pelo programa do jornalista Jorge Lanata – desafeto de Cristina –, teria sido obtida por meio de relatórios de bancos internacionais enviados à Justiça americana. Cristina negou as acusações em afirmações divulgadas em seus perfis em redes sociais. 

O jornal não apresentou os relatórios. De acordo com o Clarín, a documentação que comprovaria a ocultação desses fundos foi retirada da Casa Rosada a mando de Cristina poucos dias antes da posse do atual presidente, Mauricio Macri. Nos EUA, no entanto, onde correm os processos dos chamados fundos abutres – que pedem na Justiça americana o pagamento de parte da dívida externa do país reestruturada por Néstor Kirchner em 2003 – contra o governo argentino, ao menos sete bancos enviaram dados dessa movimentação financeira à Justiça. 

Em seu programa na TV argentina, Lanata disse ter conseguido acesso a 3,5 mil extratos com movimentações suspeitas de Cristina, de assessores e parentes. Evangelina Abbona, suposta responsável por retirar os arquivos da Casa Rosada, trabalha no gabinete do Estado de Santa Cruz, governado pela cunhada de Cristina, Alicia Kirchner. Os papéis da denúncia feita por Lanata e pelo Clarín foram batizados de “Cristileaks”, mas ainda não foram exibidos publicamente. 

Desde que deixou o poder, Cristina está sendo investigada por suposta lavagem de dinheiro, enriquecimento ilícito e falsificação de documentos públicos, em casos que envolvem hotéis de propriedade da família.

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