Cristina quer união sul-americana contra golpe paraguaio

A presidente da Argentina, Cristina Kirchner, defendeu a unidade da América do Sul para rejeitar a destituição de Fernando Lugo da presidência do Paraguai. "Não nos une o amor, mas o espanto, porque na região já tivemos muitos anos de ditaduras e golpes", disse Cristina, citando uma frase famosa do escritor Jorge Luis Borges.

MARINA GUIMARÃES, ENVIADA ESPECIAL, Agência Estado

29 de junho de 2012 | 15h23

Cristina pediu que "não se instalem na região nem os golpes das ditaduras militares que tivemos no passado, nem os golpes suaves, disfarçados de atos em nome da pátria, mas que são usados para alterar a ordem institucional", disparou a presidente contra o processo de impeachment que destituiu Lugo e o substituiu por seu vice e rival, Federico Franco, na presidência do Paraguai.

Cristina ressaltou que os 12 presidentes da União das Nações Sul-americanas (Unasul) se reunirão na tarde desta sexta-feira e que "esta não será a primeira vez que eles se reúnem quando há perigos às instituições democráticas". A presidente argentina disse que ainda está fresca na memória a ocasião em que a Unasul teve de se reunir "para tratar da tentativa de destituição do companheiro presidente da Bolívia, Evo Morales". Logo, continuou, "também tivemos a situação na qual se tentou derrocar Rafael Correa, no Equador, e nos reunimos em menos de 24 horas, em Buenos Aires".

"Embora tenhamos estilos diferentes, diante de situações que comprometeram a ordem democrática, todos os presidentes reagimos de forma unânime, rejeitando essas tentativas", ressaltou.

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