Pablo Molina/Efe
Pablo Molina/Efe

Cristina reivindica cumprimento de resoluções da ONU sobre as Malvinas

Presidente argentina disse que 'jamais haverá segurança internacional até que todos os países respeitem as resoluções'

Ansa,

02 de abril de 2012 | 20h45

BUENOS AIRES - A presidente da Argentina, Cristina Kirchner, reivindicou hoje, durante um ato comemorativo dos 30 anos do início da Guerra das Malvinas (1982), o cumprimento das resoluções da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre a questão das ilhas.

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Ela afirmou que, nas Nações Unidas, há resoluções de 1965 que determinam que Londres e Buenos Aires sentem para discutir o tema da soberania do arquipélago do Atlântico Sul.

"Jamais haverá segurança internacional até que todos os países respeitem todas e cada uma das resoluções", assegurou a mandatária em seu discurso na cidade de Ushuaia, na província de Terra do Fogo.

Ela revelou que enviou, na última quinta-feira, uma carta para a Cruz Vermelha Internacional para que o organismo interceda para que sejam identificados os corpos dos soldados que estão nas Ilhas Malvinas.

Cristina ainda homenageou no ato os milhares de jovens, segundo ela "sem preparação", que se alistaram para o conflito de 30 anos atrás. "Viemos em memória dos milhares de jovens que vieram combater o território nas ilhas e às centenas que deram sua vida", declarou.

"Por quê será que a história sempre leva os jovens nos momentos difíceis? Por isso meu reconhecimento a esses jovens que marcharam às ilhas sem preparação", continuou a chefe de Estado argentina.

"Os valentes são os que avançam apesar do medo. Hoje têm o reconhecimento da memória eterna do povo argentino", completou.

 

O outro lado

 

O ministro de Relações Exteriores da Grã-Bretanha, William Hague, acusou a Argentina de querer "intimidar, pressionar e ameaçar" os habitantes das Ilhas Malvinas, conhecidos como kelpers, e classificou a política de Buenos Aires com relação aos nativos da ilha como "profundamente lamentável".

Em um artigo publicado pelo jornal inglês Daily Telegraph, em ocasião do 30° aniversário do início da Guerra das Malvinas (1982), Hague afirmou que as declarações feitas pelo governo de Cristina Kirchner "impressionaram a poucas pessoas, inclusive na América Central".

"No lugar do diálogo e dos acordos que vimos nos anos 1990, a Argentina tomou uma série de medidas nos últimos anos para tentar coagir os habitantes" da ilha, escreveu o diplomata, que voltou a garantir que Londres defenderá a soberania britânica dos nativos das Malvinas.

Segundo Hague, "semelhantes esforços para intensificar desacordos, que nem nós, nem os habitantes das Ilhas Malvinas provocamos, estão fora de lugar no plano internacional do mundo moderno".

O diplomata britânico concluiu reiterando a posição oficial de que a Grã-Bretanha não negociará a soberania das Ilhas Malvinas até que os nativos do local "assim desejem".

 

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