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Cézaro De Luca/EFE
Cézaro De Luca/EFE

Cristina soube da morte de promotor por secretário de Segurança

Presidente argentina foi denunciada por Nisman por negociar um plano para encobrir suspeitos iranianos pelo ataque a Amia

O Estado de S. Paulo

19 de janeiro de 2015 | 13h07


BUENOS AIRES - O secretário de Segurança da Argentina, Sergio Berni, foi o responsável por informar a presidente Cristina Kirchner sobre a morte do promotor Alberto Nisman, que havia denunciado a governante por negociar um plano de encobrimento de suspeitos iranianos pelo atentato contra a Associação Mutual Israelita Argentina (Amia) em 1994.

"Contei a notícia à presidente logo depois que tive a confirmação do fato", disse Berni, que compareceu na casa de Nisman, onde o corpo foi encontrado nesta madrugada.

O corpo do promotor já está no necrotério, onde será praticada uma autópsia para determinar as causas da morte. "A perícia é fundamental", acrescentou Berni em declarações a uma emissora local, depois que a Secretaria de Segurança informou que Nisman foi encontrado no banheiro de seu departamento, no bairro Puerto Madero.

No local, havia uma pistola calibre 22 e um cápsula de projétil de bala. A porta da casa estava fechada com chave pelo lado de dentro.

"Em criminalística, quando o senhor tem um corpo, uma bainha e uma arma, as coisas se encaminham rumo a um lado; é preciso esperar que a justiça corrobore", apontou o responsável de Segurança, lembrando que Nisman tinha uma guarda pessoal composta por dez soldados da Polícia Federal.

Nisman, promotor especial da causa Amia, denunciou a presidente argentina e o chanceler Héctor Timerman por suposto encobrimento dos supostos terroristas iranianos que causaram o atentado que provocou 85 mortes em 1994.

A investigação e a comunidade judaica atribuem ao Irã e à organização Hezbollah o planejamento e execução do atentado. /EFE

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