Crítica de Erdogan mostra divisão na Otan sobre Irã

O primeiro-ministro turco, Recep Tayyip Erdogan, mostrou divisões na Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) ao acusar o Ocidente de tratar o Irã de modo injusto por seu programa nuclear. Em entrevista ao jornal britânico "The Guardian" divulgada hoje, Erdogan descreveu o presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, como um amigo. Segundo ele, um ataque militar contra instalações nucleares iranianas seria "loucura".

AE, Agencia Estado

26 de outubro de 2009 | 12h53

Erdogan minimizou o temor de vários países ocidentais de que o Irã queira construir uma bomba atômica, qualificando a informação como "fofoca". O primeiro-ministro turco também afirmou que os países envolvidos na pressão ao Irã são culpados de hipocrisia, pois todos possuem armas nucleares, segundo o jornal.

"É um estilo de abordagem que não é muito justo pois esses (que acusam o Irã) têm infraestruturas nucleares muito fortes e não negam isso", disse. "Todos os membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU (Organização das Nações Unidas) têm arsenais nucleares e há países que não são membros da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) que também possuem armas nucleares", afirmou. "Portanto, ainda que o Irã não tenha uma arma, aqueles que dizem que o Irã não devem tê-la são os que têm." As informações são da Dow Jones.

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