Crítica dos EUA não afeta política argentina para Cuba

A Argentina não pensa em mudar sua posição com relação a Cuba, apesar do questionamento feito por um funcionário da alta hierarquia do Departamento de Estado dos EUA, declarou Alberto Fernández, chefe do gabinete de ministros e principal porta-voz do presidente Néstor Kirchner. No entanto, o governo argentino, que na véspera reagiu com indignação às críticas a sua política exterior formuladas por Roger Noriega, subsecretário de Assuntos Hemisféricos dos EUA, tentou baixar o tom da reação.Fernández declarou à emissora Radio Continental que o governo manterá sua política de aproximação com Cuba. "Nosso país vem mantendo esta posição não apenas neste governo, mas também no anterior, e a Argentina não tem por que revisar esta postura, pois é parte da determinação livre de cada país", afirmou.O porta-voz acrescentou que da mesma maneira que os Estados Unidos têm uma postura adversa ao governo do presidente Fidel Castro dentro das Nações Unidas, "a Argentina, neste ponto, tem sua posição, que é a de se abster no tema a respeito dos questionamentos (americanos) ao governo cubano".Kirchner tem programado um encontro na próxima terça-feira com o presidente dos EUA, George W. Bush, em Monterrey, México, durante uma reunião de cúpula hemisférica. A reunião fora agendada antes das críticas proferidas por Noriega, que lamentou a postura argentina para com Cuba e mostrou preocupação por um suposto "giro à esquerda" da Argentina.

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