Criticado, Sarkozy explica presença em festa de abertura

Presidente francês diz que Jogos Olímpicos é ótima oportunidade para a China rever conceitos políticos

AE, Agencia Estado

08 de agosto de 2008 | 11h31

O presidente francês Nicolas Sarkozy defendeu sua decisão de participar da cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos de Pequim nesta sexta-feira como um passo para a reforma na China. "As Olimpíadas são uma oportunidade para acompanhar a China em direção à abertura, à tolerância, ao respeito e ao progresso", disse.Inicialmente, Sarkozy tinha ameaçado boicotar a cerimônia, em função da repressão da China ao Tibete, mas mudou de idéia, o que acabou proporcionando críticas de vários grupos que lutam pelos direitos humanos.Sarkozy também se reuniu nesta sexta-feira com o presidente chinês, Hu Jintao, e o primeiro-ministro Wen Jiabao. Neste encontro, teria entregue uma lista de presos políticos na China que a União Européia, da qual Sarkozy é presidente do Conselho, gostaria de ver libertados.Na reunião, não teriam sido levantadas questões sobre o Tibete e nem mesmo sobre a lista entregue por Sarkozy, mas o francês garante que foram discutidas questões sobre direitos humanos.O dirigente é criticado por grupos de direitos humanos de ceder à pressão de ir a Pequim em troca de apoio financeiro chinês para empresas francesas.Em entrevista coletiva, o francês afirmou: "As Olimpíadas são universais. Se quiséssemos que fossem organizadas apenas por países com os valores iguais aos nossos, teríamos um grupo tão pequeno quanto um selo postal".As críticas contra Sarkozy aumentaram desde que seu gabinete anunciou que ele não vai se encontrar com o líder espiritual tibetano Dalai Lama na próxima segunda-feira, dia 11, como estava previsto inicialmente. O presidente garante, porém, que o próprio Dalai Lama afirmou não querer organizar um encontro durante os Jogos Olímpicos. "Ele é um homem sábio, que sabe muito bem que esse não é o o momento de se discutir a situação do Tibete."

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