Críticas aos EUA dominam cúpula Europa-América Latina

A condenação dos abusos contra prisioneiros iraquianos e da decisão americana de ir à guerra sem o aval da ONU domina os temas em discussão nos preparativos para a reunião de cúpula entre líderes europeus e latino-americanos. Antecipando a reunião de sexta-feira entre os presidentes dos países participantes, chanceleres de 58 nações lutam para definir os termos e a substância da declaração final, bem como o ritmo dos acordos comerciais.As conversações sobre comércio entre a Europa e os países latinos vêm num momento em que a negociação para a Alca chegam a um impasse. O chanceler mexicano Ernesto Derbez disse que as nações latino-americanas querem que a declaração do encontro condene a lei Helms-Burton dos Estados Unidos, que pune investimentos estrangeiros em Cuba.O debate mais acalorado parece girar em torno da condenação das ações dos EUA no Iraque. Derbez disse que os latinos querem que a referência seja específica, enquanto que a União européia busca um palavreado mais generalizante.Bart Jochems, porta-voz da chancelaria holandesa, disse que Cuba insiste em ver uma referência direta aos Estados Unidos na declaração final. ?Os cubanos estão tentando enfiar qualquer coisa aqui?, disse. ?E quando discordamos, reclamam de nós (europeus). Eles estão tentando seqüestrar este negócio?.Já Derbez disse que o texto ?condenará energicamente todas as formas de abuso, tortura e outros tratamentos cruéis, desumanos e degradantes, incluindo contra prisioneiros de guerra, onde quer que ocorram?.

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