Críticas de Clinton e Gore preocupam Bush

As críticas do ex-presidente americano Bill Clinton e de seu ex-vice, Al Gore, contra a política de George W. Bush sobre a guerra contra o Iraque e o estado da economia do país estão criando problemas para a Casa Branca, embora o atual governo esteja tentando minimizar sua importância. Gore, o primeiro dos políticos democratas a fazer ouvir sua voz contra a guerra unilateral contra o Iraque, tentou ontem o que os parlamentares de seu partido não conseguiram - deslocar o debate eleitoral da guerra para a economia.A economia americana "está com problemas até o pescoço" e a prioridade do presidente Bush deve ser "corrigir seus rumos" em lugar de concentrar-se na guerra contra o Iraque, afirmou Gore. Esta posição tem amplo consenso dentro do Partido Democrata e provocou uma gélida reação na Casa Branca. No caso de Clinton, que se pronunciou ontem no congresso do Partido Trabalhista britânico em Blackpool (Inglaterra), suas críticas foram consideradas em Washington um ruptura da tradição que "proíbe" ex-presidentes americanos de criticarem seus sucessores.Clinton enumerou uma série de decisões de Bush com as quais está em desacordo e, a respeito do Iraque, disse que o problema deve ser resolvido "por meios não-militares", além de advertir que um ataque "preventivo deve trazer conseqüências desagradáveis para os EUA". Além disso, o ex-presidente disse estar convencido de que a organização Al-Qaeda e seus dirigentes continuam ainda sendo a mais importante ameaça para a segurança americana.

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