Joshua Roberts/Reuters
Joshua Roberts/Reuters

Crítico do Obamacare é confirmado como secretário de Saúde do governo Trump

Tom Price recebeu 52 votos a favor e 47 contra; democratas exigiram explicações do congressista pela suposta compra de ações de algumas farmacêuticas dias antes de apoiar uma legislação no Congresso que as beneficiaria

O Estado de S.Paulo

10 Fevereiro 2017 | 05h41

WASHINGTON - O Senado dos EUA confirmou nesta sexta-feira, 10, o congressista republicano Tom Price como novo secretário de Saúde do governo de Donald Trump, cargo no qual comandará o desmantelamento do Obamacare, a reforma da saúde do ex-presidente Barack Obama.

Com 52 votos republicanos a favor e 47 democratas contra, Price foi confirmado na madrugada desta sexta-feira, 10, com o menor apoio da história, juntando-se à secretária de Educação, Betsy DeVos, cuja confirmação dependeu do voto do vice-presidente, Mike Pence, após um empate de 50 a 50.

Os democratas boicotaram o processo de confirmação de Price desde o processo de votação no Comitê de Finanças do Senado, da qual se ausentaram para evitar o quórum e para que os republicanos, com maioria, não pudessem dar-lhe o sinal verde.

Finalmente, os republicanos concordaram em mudar as regras permanentes do Comitê e aprovaram Price a revelia de legisladores democratas, uma manobra utilizada para outros indicados.

Os democratas exigiram explicações de Price pela suposta compra de ações de algumas farmacêuticas realizada dias antes de apoiar uma legislação no Congresso que as beneficiaria, e o acusaram de abuso de informação privilegiada.

Tom Price, cirurgião ortopédico e congressista pela Geórgia há 10 anos, comandará a pasta da Saúde e Serviços Humanos, um departamento com orçamento próximo a US$ 1 trilhão, destinados fundamentalmente aos programas de saúde conhecidos como Medicare e Medicaid, que cobrem mais de 100 milhões de americanos, idosos ou cidadãos com baixos recursos.

Em sua nova função, Price será o encarregado de cumprir uma das principais promessas eleitorais de Trump: encerrar o Obamacare e substitui-lo por outro programa considerado "melhor". / EFE

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.