Croácia deve entrar no bloco em 2013

O ingresso da Croácia na União Europeia deve se dar partir de janeiro de 2013. A informação foi revelada ontem, antes da divulgação do documento oficial da reunião de cúpula do bloco, pela chanceler da Alemanha, Angela Merkel. "Nós chegamos a um acordo sobre a adesão da Croácia", antecipou. "Não há reservas, como as que nós impusemos à Bulgária e à Romênia."

Andrei Netto, O Estado de S.Paulo

25 de junho de 2011 | 00h00

Segundo o comunicado final da cúpula, aprovado por unanimidade, o Conselho Europeu - órgão que reúne os líderes políticos nacionais - ordenou à Comissão Europeia e ao Parlamento que "tomem todas as decisões necessárias para que as negociações de adesão da Croácia sejam conduzidas até o fim de junho".

Convidada para a cerimônia, a premiê da Croácia, Jadranka Kosor, definiu a decisão como "histórica" para seu país. Ela foi recebida no encontro pelo presidente da UE, Herman Van Rompuy, e pelo presidente da Comissão, José Manuel Durão Barroso.

Apesar da atmosfera de festa, o processo ainda não está encerrado. O tratado de adesão só será assinado em dezembro. A seguir, os Parlamentos nacionais deverão ratificá-lo nos próximos 18 meses. Nesse ínterim, o governo da Croácia deve realizar um referendo sobre o tema ou submeter a decisão ao Parlamento.

Até lá, o país seguirá sob vigilância da UE. Entre os temas observados estão as convenções contra a corrupção, o aperfeiçoamento do sistema judiciário e a reforma da polícia, entre outros pontos. "A Croácia deve continuar seus esforços de reforma, em especial no que concerne ao judiciário e aos direitos fundamentais", diz o texto. Se Zagreb falhar, as subvenções europeias poderão ser suspensas.

Quando todas as etapas do processo iniciado em 2005 estiverem encerradas, a Croácia se tornará o 28.º Estado do bloco, o primeiro a ingressar desde a inclusão da Bulgária e da Romênia, em 2007, e a segunda república da ex-Iugoslávia a aderir à UE, após a Eslovênia. A Sérvia também vem recebendo elogios dos líderes europeus desde a prisão do comandante Ratko Mladic, acusado pelo massacre de Srebrenica. Montenegro já é candidata, mas ainda não há data para a abertura das negociações. Já a Macedônia deve iniciar as discussões até o fim do ano.

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