Croácia recebeu 17 mil imigrantes em três dias

Pouco mais de 17 mil imigrantes entraram na Croácia desde a manhã de quarta-feira, depois que a Hungria fechou sua fronteira com a Sérvia, informou ontem o ministro do Interior croata, Ranko Ostojic.

ZAGREB , O Estado de S.Paulo

19 Setembro 2015 | 02h01

Depois de se ver subitamente no caminho da maior onda de imigração na Europa em décadas, a Croácia declarou que não pode mais oferecer refúgio aos imigrantes e os fará seguir adiante, desafiando a União Europeia a encontrar uma política para acolhê-los.

Os imigrantes, a maioria de países do Oriente Médio, da África e da Ásia devastados pela guerra, tomaram o rumo da Croácia após serem impedidos de seguir pela principal rota, a Hungria.

No entanto, na madrugada de ontem, a Croácia fechou sete de suas oito passagens fronteiriças com a Sérvia depois de se deparar com o grande fluxo de pessoas.

"Não podemos mais registrar e acomodar estas pessoas", disse o primeiro-ministro croata, Zoran Milanovic, em uma entrevista coletiva na capital, Zagreb. "Eles receberão comida, água e assistência médica e depois podem seguir em frente. A União Europeia precisa saber que a Croácia não vai se tornar um 'ímã' para imigrantes. Temos corações, mas também temos mentes."

A cifra recorde de 473.887 refugiados e migrantes cruzou o Mar Mediterrâneo rumo à Europa este ano, afirmou a Organização Internacional para as Migrações (OIM), a maioria proveniente de países em conflito, como a Síria, em busca de uma vida melhor e mais segura.

Centenas de milhares de imigrantes vêm viajando a pé pela península balcânica para chegar a países europeus mais ricos no norte e no oeste, especialmente a Alemanha, que se prepara para aceitar 800 mil pedidos de asilo em 2015.

Acidente. Ainda ontem, um jovem imigrante morreu eletrocutado perto da entrada do Canal da Mancha, na França, quando tentava subir no teto de um trem de carga no Eurotúnel para seguir viagem até a Inglaterra. Onze imigrantes que tentavam fazer o mesmo trajeto morreram no Eurotúnel desde junho. Em todo o ano passado foram 15 pessoas. / REUTERS, EFE e FRANCE PRESSE

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